Ser mae é desenvolvger fortalezas que não sabia que tinha

A maternidade nos traz muitas surpresas reveladoras. Depois de me tornar mãe eu descobri um lado meu que eu mesma não conhecia. Eu posso dizer que o meu nível de maturidade aumentou muito, hoje eu consigo ser uma pessoa mais assertiva e decidida. Afinal, quando temos uma pessoinha sob a nossa responsabilidade, sentimos a necessidade de melhorar como pessoa, para ser um bom exemplo. Antes eu dizia sim pra tudo e nunca me colocava em primeiro lugar. Antes, em algumas situações eu dizia SIM quando queria na verdade ter dito NÃO e algumas vezes tive que pagar um alto preço. Por isso eu acabava sobrecarregada de coisas que eu não queria ou não podia fazer e me via em situações que eu não desejava.

A minha incapacidade de dizer NÃO para algumas pessoas e situações me deixava muito infeliz e eu acabava sofrendo com a frustração. Depois que me tornei mãe, vi a necessidade de colocar o foco na minha filha, na minha família e em mim mesma. Essas são agora as minhas prioridades absolutas. Hoje eu vejo com clareza quais são as coisas que realmente importam pra mim. A minha mudança de foco me fez entender que ninguém precisa ter medo de desapontar as pessoas, que não devemos fazer o que não queremos por medo de magoar alguém. A maternidade nos ensina a valorizar o nosso tempo e a dizer SIM só para o que realmente importa. Eu diria que a maternidade é uma escola que nos ensina a ser mais assertivos e a dizer NÃO apoiado em um bem maior, sem culpa e sem deixar de respeitar as pessoas pra quem negamos alguma coisa e isso inclui nossos amigos, parentes e principalmente nossos filhos.

 

Não precisamos satisfazer as expectativas dos outros

Quando nos tornamos mães, temos a tendência a ficar mais emotivas e mais próximas das pessoas que amamos. Isso é muito bom, mas se não nos policiarmos, podemos nos anular tanto a ponto de só fazer as coisas pelas outras pessoas e esquecermos de nós mesmas. É verdade que criar um filho é uma grande missão que envolve abrir mão de algumas coisas, mas não significa que temos que anular completamente as nossas vontades, as nossas metas e os nossos sonhos. As pessoas ao nosso redor, muitas vezes inconscientemente e por comodidade, podem passar a exigir demais de nós, mais responsabilidades, mais eficiência, mais dedicação. Dedicar-se a outras pessoas é bom, por um lado, mas devemos buscar um ponto de equilíbrio.

Junto com as cobranças, podem vir as expectativas e os julgamentos, que podem fazer com que a gente se sinta um pouco pra baixo, achando que não somos competentes o suficiente. Mas devemos ter em mente que as únicas expectativas que temos que cumprir são as que definimos para nós, e não as que os outros nos impõem.

Seja qual for a nossa proximidade com as pessoas, não é muito realista estar sempre se esforçando para agradar a essas pessoas, por mais que sejam importantes para nós. Precisamos lembrar que temos as nossas próprias ambições e metas. Colocar isso em primeiro lugar, não é de forma alguma, egoísmo. Precisamos de expectativas próprias que nos façam ter a certeza de que podemos ser felizes à nossa maneira.

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Precisamos de expectativas próprias

Pode parecer absurdo, mas a maioria das pessoas trabalha para cumprir objetivos impostos pelos outros, dedica muito tempo a atividades que não quer realizar ou se vê obrigada a levar um determinado estilo de vida que não lhe agrada.

Os conselhos das outras pessoas também podem sempre ser úteis, para clarear as nossas ideias, por isso é sempre bom escutar e levar em conta a palavra de alguém que em que confiamos. Pode ser que essa pessoa nos ajude a ver as coisas de outros ângulos. Ouvir opiniões de pessoas mais próximas pode ser muito bom quando buscamos apoio e conselhos, no entanto, a última palavra tem que ser a nossa. Só nós podemos decidir o que fazer com o nosso tempo e quais objetivos queremos alcançar e isso, ninguém mais pode fazer por nós. 

Também é importante defender as nossas expectativas, para que as pessoas entendam que isso é realmente importante para nós. Isso vai fazer com que as pessoas passem a respeitar os nossos desejos e aceitar os nossos objetivos de vida.

 

Manter a sinceridade

Desde crianças somos ensinados a evitar as mentiras, mas também somos estimulados de forma indireta a mentir, quando temos que fingir que gostamos de algo ou que estamos felizes com alguma situação, só por educação. Na vida adulta, muitas vezes esse fingimento acaba virando um fardo para nós. Quem nunca teve que fingir estar feliz com uma visita demorada numa hora inconveniente, durante os primeiros dias do pós parto? Quem nunca teve que dar um sorrisinho bobo depois de ouvir um comentário chato sobre a educação do filho? Essas são apenas algumas situações que acabamos enfrentando na nossa nova rotina de mães. Mas como usar a sinceridade sem magoar as pessoas?

Em alguns casos, dizer a verdade com educação é a melhor opção, para não causar mal-entendidos. Quando aprendemos a ser sinceras, os relacionamentos com os outros até melhoram, porque as pessoas passam a conhecer os nossos limites, o que nos agrada e o que nos desagrada.

Depois que a gente “pega o jeito” e aprende a dizer a verdade com tato, descobrimos que a autenticidade é algo que as pessoas admiram. Quanto mais sincera for uma pessoa, mais ela desperta a simpatia e a admiração nas outras pessoas.
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Sinceridade reduz a ansiedade

Eu sempre fui muito ansiosa e de uns tempos pra cá, tomei mais consciência das causas da minha ansiedade, identificando o que me leva a ficar mais ansiosa. Percebi que fingir estar feliz só para não magoar outras pessoas, me deixava mais ansiosa e me desgastava muito emocionalmente. Como eu disse no início desse post, hoje sei claramente quais são as minhas prioridades e o que realmente importa pra mim. Hoje eu consigo identificar melhor quando estou fazendo algo que realmente quero fazer, não só para atender as expectativas dos outros.

Aos poucos, estou aprendendo a expressar melhor o que eu quero e isso tem tirado um peso da minha consciência. Eu não preciso me explicar o tempo todos e isso me deixa mais relaxada. Posso dizer que grande parte desse aprendizado eu devo à maternidade.

Essa tem sido a minha experiência nessa incrível jornada que é ser mãe. Espero que isso possa lhe ajudar de alguma forma. Fique à vontade para compartilhar também a sua experiência com a gente!

 

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