Respondendo com Sensibilidade – 3º princípio da Criação com Apego

Este post faz parte da série Criação com Apego, onde eu apresento os princípios dessa filosofia e relato a nossa experiência, aplicando esses princípios na educação da nossa filha Julia.

A Criação com Apego tem 8 princípios. Nesse post eu falo sobre 3º princípio, que é Respondendo com Sensibilidade. Para ler os outros posts clique AQUI.

Satisfazer as necessidades de uma criança ajuda a construir a confiança entre pais e filhos. É muito importante aprender a cultivar a empatia para entender melhor a comunicação da criança. Os bebês comunicam suas necessidades através dos seus movimentos corporais, expressões faciais e choro.  Agindo com sensibilidade, podemos interpretar as necessidades da criança, sejam estas físicas ou emocionais.

Existe uma grande resistência das pessoas em atender às vontade de uma criança por causa do mito de que o bebê pode ficar mal acostumado ou mimado demais. Já foi provado que o apego e o vínculo emocional entre pais e filhos favorece um desenvolvimento saudável da criança no sentido físico, emocional e psíquico.Há muitos desafios sociais que podem interferir na capacidade dos pais desenvolverem um relacionamento com seus bebês. Porém, existe uma crença na sociedade de que a criança deve aprender a ser independente dos pais desde o berço. Para atender à cobrança de familiares e amigos, os pais investem em técnicas para “educar” seus filhos para ser independentes o quanto antes, o que acaba causando muito estresse para pais e filhos.

 

As Necessidades e os Benefícios de Responder com Sensibilidade

O cérebro dos bebês é imaturo e significativamente subdesenvolvido no nascimento, portanto eles não são capazes de se acalmar sozinhos
Através da resposta consistente e repetida de um adulto amável, a criança aprende a se acalmar
Alguns bebês e crianças podem ser mais sensíveis ao ambiente e a estímulos
Entenda os ritmos internos naturais do seu filho, e tente se programar ao redor deles
é perfeitamente normal que bebês queiram contato físico constantemente
Altos níveis de stress, como os que ocorrem em sessões prolongadas de choro, fazem com que o bebê experimente um estado químico desbalanceado no cérebro, o que pode colocá-lo em risco de passar por problemas físicos e emocionais mais tarde, em sua vida
Os sintomas de exaustão ou incapacidade de lidar com as necessidades do bebê são sinais de que você precisa de suporte extra e/ou ajuda profissional

Respondendo a Explosões de Raiva e Fortes Emoções

As explosões de raiva, também conhecidas por tantrums, representam emoções reais e devem ser levadas em conta seriamente
Algumas emoções são muito poderosas para o cérebro imaturo de uma jovem criança gerenciar, de uma maneira socialmente aceitável
O papel dos pais durante uma explosão de raiva é dar conforto ao filho, não ficar com raiva ou puní-lo

Respondendo ao Filho Mais Velho

Continue nutrindo uma conexão bem próxima, através do respeito aos sentimentos da criança e tentando entender as necessidades por trás de comportamentos aparentes
Suporte a exploração, provendo um ambiente seguro para a descoberta e sempre ficando por perto
Demonstre interesse às atividades do seu filho, e participe com entusiasmo em brincadeiras direcionadas por ele
Algumas crianças gostam de pré-escola ou outros programas em que pais não estão incluídos, mas estes programas não são necessários para o desenvolvimento do seu filho. Fique atento aos sinais de que seu filho está pronto para a separação, além da quantidade e tipo de suporte dado por adultos

Fonte: http://www.attachmentparenting.org/portuguese/respondendo

 

A nossa experiência

Não existem pais nem mães que tenham sucesso o tempo todo, que não cometam erros cuidando de seus filhos. Existe todo um marketing para nos convencer de que existe essa perfeição, mas simplesmente não é verdade. Errar faz parte do processo e nos faz aprender. Mas isso não quer dizer que a gente não possa evitar algumas falhas, principalmente aquelas que vão comprometer o desenvolvimento saudável e equilibrado de nossos filhos.

Os bebês e crianças requerem empatia e para ajudá-los a aprender a sentir-se seguros e protegidos, nós precisamos ter respeito por seus sentimentos. Medos intensos da separação vão emergir naturalmente, ao passo de que a criança cresce. Algumas crianças mais sensíveis podem demorar consideravelmente, até sentir-se confortáveis com outros adultos que não são seus pais. Devemos seguir os sinais da criança e não o forçá-la a aceitar estranhos antes que eles estejam prontos.

Quandoa Julia nasceu eu ouvi muitos comentários do tipo “não acostuma a ficar no braço pra não criar manha “, “não coloca pra dormir com vocês para não acostuma mal”, “o bebe tem que aprender a dormir sozinho” ou “ela é muito apegada a vocês”. No começo, ao ouvir esses comentários, eu até me sentia um pouco pressionada, mas lá no fundo, a minha consciência e intuição diziam que a gente tinha que respeitar o tempo dela. É perfeitamente normal que bebês queiram contato físico constantemente. O cérebro dos bebês é imaturo desde o nascimento nascimento, portanto eles não são capazes de se acalmar sozinhos e se sentirem seguros. Eles precisam ter por perto as pessoas que sempre estiveram mais próximas desde a gestação.
Através da relação amorosa e empática de um adulto, a criança aprende a se acalmar. Algumas crianças podem ser mais sensíveis do que outras, ao ambiente e a estímulos. Entender e respeitar o ritmo da criança e se adaptar à ele é muito mais coerente do que forçá-la a fazer as coisas segundo um padrão importo.

Aprendemos muito com a Julia e nos empenhamos para conhecê-la o máximo possível para atender as suas necessidades. O resultado disso, podemos dizer que já estamos constatamos hoje, depois de três anos de convivência. Ela é muito esperta, amorosa e responde de uma forma muito satisfatória ao que se espera para uma criança da idade dela. Tudo isso comprova que a disciplina positiva é um bom caminho e que colhemos os seus bons frutos mais cedo do que imaginamos.

 

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